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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Brasil testa em macacos vacina contra Aids

Data: 06/08/2013

Com duração prevista de dois anos, o experimento vai avaliar um imunizante desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e, caso tenha sucesso e consiga financiamento, poderá ser alvo de ensaios e testes clínicos em humanos, servindo futuramente para conter o avanço da doença na população.


Batizada HIVBr18, a vacina surgiu da análise do sistema imunológico de portadores do vírus que o mantinham sob controle e demoravam mais tempo para adoecer. O estudo, conduzido por Edecio Cunha Neto e Jorge Kalil, da FMUSP, desde 2001, descobriu que o sangue destas pessoas tinha uma quantidade de linfócitos T do tipo CD4 (TCD4), o principal alvo do HIV, maior do que o de outras vítimas do vírus.


REDUÇÃO DA CARGA VIRAL Os pesquisadores então isolaram pequenos pedaços de proteínas presentes no HIV que se mantêm estáveis em quase todas as cepas do vírus e, com ajuda de um programa de computador, selecionaram 18 que tinham mais chances de serem reconhecidas pelos linfócitos TCD4 da maioria dos pacientes. Mais testes se seguiram nos últimos anos até que os pesquisadores desenvolveram uma nova versão da vacina com partes de todos os subtipos do HIV do grupo principal que mostrou-se capaz de induzir respostas imunes contra todos testados até agora.


— Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes — afirmou Cunha Neto.


Os cientistas estimam que, no estágio atual de desenvolvimento, a vacina não eliminaria totalmente o vírus do organismo, mas poderia manter a carga viral reduzida ao ponto de a pessoa infectada não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus. Assim, a última etapa dos testes pré-clínicos será realizada na colônia de macacos Rhesus do Instituto Butantan.


— Nosso objetivo é testar diversos métodos de imunização para selecionar aquele capaz de induzir a resposta imunológica mais forte e então poder testá-lo em humanos — contou Cunha Neto.


Se a HIVBr18 for bem-sucedida, poderá despertar interesse comercial, esperança dos cientistas para atrair investidores privados, já que o custo estimado para chegar até terceira e última fase dos testes clínicos é de R$ 250 milhões.

Fonte: O Globo

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