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Notícias do CFF

Atropelamento em Brasília chama atenção para a importância do controle da diabetes

Data: 19/01/2018

Um acidente na altura da QI 10 do Lago Norte terminou com duas pessoas mortas e uma ferida, na noite desta quinta-feira (18/1). Um casal de idosos que acabara de comemorar 50 anos de casados, fazia uma caminhada na calçada quando foi atingido em cheio pelo carro, que, segundo testemunhas, trafegava a uma velocidade corresponde ao dobro da permitida na via. A tragédia foi marcada por um fato que chamou a atenção. Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a motorista, uma mulher com idade estimada entre 45 e 50 anos, seria diabética e teria sofrido uma crise de hipoglicemia.

Esse problema é uma ameaça para quem tem diabetes fora de controle, o que é uma realidade comum, segundo dados do Ministério da Saúde. Levantamento feito pelo órgão demonstra que cerca de 70% dos pacientes não conseguem controlar a hipertensão, o diabetes ou as dislipidemias, mesmo tendo diagnóstico e prescrição de médicos.

Neste contexto, o farmacêutico é um aliado importante da pessoa que tem a doença e precisa mantê-la controlada. Ele é o profissional mais próximo desse paciente, que chega a ir uma vez por mês à farmácia, enquanto frequenta o consultório médico, em média, quatro vezes ano. Ele auxilia na orientação sobre como fazer corretamente os testes e como utilizar da forma mais adequada os medicamentos, especialmente a insulina.

Por exemplo, uma pessoa adepta do tênis, que aplica a insulina de ação ultrarrápida no braço e vai praticar o esporte em seguida, usando esse braço, pode ter uma crise de hipoglicemia por causa do aumento da absorção do medicamento devido aos movimentos que faz no jogo. Outra dica: o simples ato de lavar a mão corretamente antes de fazer o teste de glicemia capilar evita falsos resultados, que podem levar a grandes complicações.

Em artigo disponível abaixo, a farmacêutica especialista no assunto, Mônica Lenzi, repassa uma série de informações importantes, que muita gente desconhece e que podem fazer toda diferença para evitar acidentes, como o que pode ter ocorrido em Brasília, e, também, lesões, estado de coma e até a morte.

EPILEPSIA – Outro acidente, no Rio de Janeiro, no qual pelo menos 17 pessoas ficaram feridas e um bebê morreu, alertou sobre o risco de dirigir sob o uso de medicamentos. Dentro do carro foram encontrados medicamentos para tratamento de epilespsia e, em depoimento, a carona disse que o motorista teria sofrido um ataque epilético e desmaiado. O motorista, nega. Mas um recado importante que fica a partir destes dois tristes acidentes é que é preciso ter cuidado redobrado ao dirigir, quanto se está em uso de medicamentos ou se é portador de algumas doenças. Mesmo medicamentos de uso mais comum, como os anti-histamínicos, para alergia, podem interferir na capacidade cognitiva. E algumas doenças, como a diabetes e a epilepsia, não são incapacitantes para a condução de automóveis, mas requerem cuidados específicos. No caso desta última, é preciso avaliação neurológica para validar a CNH do motorista na categoria B.

LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO:

Hipoglicemia (Nível muito baixo de glicose de sangue)

A hipoglicemia é caracterizada por um nível anormalmente baixo de glicose no sangue, geralmente abaixo de 70 mg/dl. É importante não considerar apenas este número – o médico deverá dizer quais níveis são muito baixos para cada pessoa.

Aumentar a quantidade de exercícios sem orientação correta, ou sem ajuste correspondente na alimentação ou na medicação; pular refeições; comer menos do que o necessário; exagerar na medicação, acreditando que ela vai trazer um controle melhor; e ingestão de álcool são causas comuns de hipoglicemia.

A hipoglicemia em situações extremas pode levar à perda de consciência, ou a crises convulsivas, sendo muito graves, e m medidas imediatas.

Os sinais da hipoglicemia são dicas importantes para uma ação preventiva e eles podem variar de pessoas para pessoa. A única maneira de ter certeza se suas taxas de glicose estão muito baixas é checá-las com o aparelho próprio, se possível. Entretanto, se você está com sintomas de hipoglicemia e não tem condições de fazer a medição naquele momento, faça o tratamento – garantir a segurança é a prioridade neste momento. A hipoglicemia severa pode causar acidentes, lesões, levar ao estado de coma e até à morte.

Fique atento aos sinais da hipoglicemia, que geralmente acontecem rapidamente:
• Tremedeira
• Nervosismo e ansiedade
• Suores e calafrios
• Irritabilidade e impaciência
• Confusão mental e até delírio
• Taquicardia, coração batendo mais rápido que o normal
• Tontura ou vertigem
• Fome e náusea
• Sonolência
• Visão embaçada
• Sensação de formigamento ou dormência nos lábios e na língua
• Dor de cabeça
• Fraqueza e fadiga
• Raiva ou tristeza
• Falta de coordenação motora
• Pesadelos, choro durante o sono
• Convulsões
• Inconsciência

Como previnir a Hipoglicemia?
A melhor solução é fazer um bom gerenciamento do diabetes e aprender a identificar os sinais da hipoglicemia assim que eles aparecem. Monitorar sempre a glicemia e acostumar-se a conviver com um bom controle glicêmico.

Você no controle
Uma das principais ações para alcançar bons resultados e evitar o agravamento da hipoglicemia e da hiperglicemia é fazer o automonitoramento das taxas de glicose no sangue.
Medir regularmente a glicose no sangue permite que:
• Saiba se sua glicose está alta ou baixa em determinado momento;
• Avalie como seu estilo de vida e a medicação prescrita estão agindo sobre a glicemia;
• A equipe multidisciplinar e seu médico podem decidir, junto com você, as mudanças necessárias para que o nível de glicose no sangue fique sob controle.
• Para aqueles que usam insulinas de ação rápida ou ultrarrápida, permite calcular a dose de insulina de acordo com a quantidade de carboidratos que será ingerida (contagem de carboidratos) e com o valor da glicose na glicemia capilar (na ponta do dedo).

Com qual frequência e como devo medir?
A frequência em que você vai medir sua glicose deverá ser decidida de acordo com o seu plano de tratamento. O médico e a equipe multidisciplinar vão estabelecer, junto com você, os momentos em que você deverá realizar seu automonitoramento.
Há várias maneiras de medir os níveis de glicose no sangue, de testes em laboratório até pequenos dispositivos portáteis (glicosímetros) que você leva para onde estiver. Há vários modelos de glicosímetros disponíveis em quase todas as grandes redes de farmácias. É importante que o médico ou o seu educador em diabetes oriente você sobre qual é o melhor modelo e faça um treinamento para que você não tenha dúvidas na hora de usar.
Algumas perguntas que você deve fazer, caso não receba essa orientação:
• Como usar o aparelho;
• Como usar e descartar as lancetas, pequenas pontinhas que perfuram sua pele;
• O tamanho correto da gota de sangue necessária para a medicação;
• O tipo de tira que deve ser usada no aparelho;
• Como limpar o aparelho;
• Como checar se o aparelho está calibrado.
Manter os níveis de glicose dentro da meta pode ser desafiador e um pouco frustrante quando os resultados não são alcançados. O automonitoramento pode ajudar a fazer pequenos ajustes que vão tornar esse processo, aos poucos, mais fácil.

 

Fonte: Comunicação do CFF

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