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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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CFF e SBFC se reúnem com Ebserh para discutir melhorias para farmacêuticos

Data: 01/11/2019

Nessa terça-feira, dia 29 de outubro, a vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Lenira da Silva Costa, e o assessor da Presidência do conselho e presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica (SBFC), Tarcisio Palhano, tiveram audiência na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Inicialmente, eles se reuniram com o diretor de Gestão de Pessoas, Rodrigo Augusto Barbosa, e depois com o presidente da empresa, Oswaldo de Jesus Ferreira. A agenda foi acompanhada pela diretora de Desenvolvimento Profissional e de Certificação da SBFC, Lúcia de Araújo Costa Beisl Noblat, e pela farmacêutica Clínica da UTI da Maternidade Escola Januário Cicco/Ebserh/UFRN, Michelle Nunes. O objetivo foi tratar de assuntos de interesse da profissão, e são boas as notícias à categoria. 
 
Um dos pleitos feitos pelo grupo e que, de certa forma, deve ser contemplado pela Ebserh, é que os hospitais universitários sob a gestão da empresa implementassem a estrutura organizacional definida em negociação no ano de 2014, com o CFF, o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), do Ministério da Saúde (MS), a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (Sbrafh) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os hospitais vinculados à empresa deveriam ter a farmácia subordinada à Gerência de Atenção à Saúde, com três pêndulos: a farmácia de dispensação, a farmácia clínica e a central de abastecimento farmacêutico. A Ebserh anunciou que a estrutura organizacional está sendo revista, de modo a se adequar às características e à complexidade de cada hospital. 
 
“A medida anunciada fortalece e valoriza o trabalho do farmacêutico dentro desses hospitais, que também ganham muito com isso”, comenta a vice-presidente do CFF, Lenira da Silva Costa.  Neste sentido, foi entregue à Ebserh, farto material sobre como o trabalho do farmacêutico clínico tem contribuído para não só melhorar a assistência à saúde do paciente, como para reduzir custos para os sistemas de saúde. “Disponibilizamos um compilado de informações baseadas em literatura internacional com exemplos de diversos países, especialmente dos Estados Unidos, do Reino Unido, e mesmo do Brasil, em que estão mensurados os benefícios terapêuticos e econômicos resultantes da participação de farmacêuticos clínicos nas equipes de saúde”, comenta Tarcisio Palhano. 
 
Michelle Nunes, que atua na ponta, em um dos hospitais da Ebserh, ponderou que muitas vezes não é possível observar os ganhos financeiros proporcionados pela atuação do farmacêutico dentro dos hospitais vinculados à empresa porque não há uma padronização na coleta e no processamento dos dados nesses estabelecimentos. Ela destacou que a farmácia é o segundo centro de custo de qualquer hospital. “Portanto, é urgente a necessidade de padronização das informações e é preciso também que as farmácias tenham tratamento diferenciado, para que, com seus indicadores, possam efetivamente contribuir para a otimização de recursos, a exemplo do que ocorre no mundo moderno”, observou.  
 
Outra boa notícia é que, nos concursos, o título de farmacêutico egresso de programas de residência em saúde deverá ter peso superior ao título de egresso de outras especializações latu sensu. “Essa pontuação diferenciada é uma reivindicação antiga da Sbrafh e do CFF. Uma especialização de seis mil horas, com forte componente prático como é a Residência, precisa ser mais bem valorizada que um curso latu sensu de 360 horas, muitas vezes feito a distância”, comenta o assessor da Presidência do CFF e presidente da SBFC.
 
O grupo comemora, ainda, o fato de a Ebserh ter sido sensível à sugestão de passar a selecionar os farmacêuticos de forma segmentada por área de atuação (farmacêutico hospitalar e clínico, e farmacêutico analista clínico), conforme previsto na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Essa demanda motivou o pedido de audiência, sugerido pela diretora da SBFC e formalizado pelo CFF. “Assim, os aprovados seriam lotados nas áreas escolhidas, em que eles têm expertise. Isso favorece a qualidade da assistência”, observa. Como professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vinculada ao Hospital Edgar Santos, Lúcia Noblat tem sofrido as consequências do modelo atual de seleção. “Chegam, ao hospital, analistas clínicos para preencher vagas de farmacêuticos hospitalares.”
 
Gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Edgar Santos, Lúcia Noblat reivindicou também a mudança de foco nos hospitais vinculados à Ebserh. Segundo ela, hoje os hospitais investem muito pouco em ensino e pesquisa, priorizando a assistência à saúde. “Defendemos que sejam ampliados os investimentos em ensino e pesquisa, que caracterizam a vocação principal desses hospitais, e que o ensino e a pesquisa estejam a serviço da assistência”, argumentou. O presidente da Ebserh, Oswaldo de Jesus Ferreira, salientou que essa é uma das metas prioritárias de sua gestão. 
 
Insalubridade - A suspensão do pagamento de adicional de insalubridade aos farmacêuticos por alguns hospitais vinculados à Ebserh, como o Hospital Ana Bezerra, de Santa Cruz (RN), também fez parte da pauta da reunião. “A saída encontrada por esses hospitais para retirar o pagamento do benefício aos profissionais tem sido afastá-los das atividades clínicas, ou seja, do contato direto com o paciente, o que é lamentável, pois a medida caminha na contramão do que ocorre no mundo inteiro”, argumentou a vice-presidente do CFF. 
 
O presidente da Ebserh informou que a empresa está revisando a concessão de adicional de insalubridade de todos os servidores, porque foram verificadas disparidades entre o que é concedido pelos diferentes hospitais que integram a rede da empresa. A partir desse estudo a intenção é redistribuir os adicionais de insalubridade. “A receptividade da Ebserh nos deixou confiantes de que todas as propostas apresentadas serão cuidadosamente avaliadas pela empresa, visto que convergem para a melhoria da qualidade da assistência prestada pelos farmacêuticos clínicos aos pacientes atendidos nas unidades hospitalares”, disse o presidente da SBFC.

Fonte: Comunicação do CFF

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