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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

CRF-RS relata avanços na AF dos municípios gaúchos

Data: 21/02/2020

 

Uma experiência de suporte para a assistência farmacêutica (AF) pública do Rio Grande do Sul foi apresentada durante a 491ª Reunião Plenária do CFF, na manhã do dia 21 de fevereiro, em Brasília. O projeto Assistência Farmacêutica Pública no SUS foi compartilhado com os conselheiros federais e demais presentes pela assessora de assuntos estratégicos do CRF-RS, Zelma Padilha. Criado em 2012, o objetivo é tornar o farmacêutico referência em saúde na sociedade gaúcha.

A forma encontrada para alcançar essa meta foi avaliar a organização da AF e a participação dos farmacêuticos na política de saúde dos municípios gaúchos. Zelma relatou que o primeiro trabalho realizado foi um levantamento das farmácias públicas e dos profissionais que atuavam na AF pública registrados no conselho regional. “Nós percebemos que a maioria dos municípios não tinha farmacêutico e muitos também não tinham nenhuma farmácia pública registrada”.

Como os dados não eram favoráveis, o desafio era contribuir com a organização e qualificação da assistência farmacêutica em todo o Estado. Em 2013, foi feita uma parceria com a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), que representa os 497 municípios gaúchos. “Então, com o termo de cooperação e o próprio trabalho da fiscalização, começamos a conversar com os gestores municipais”.

Foi quando o Grupo Técnico de Apoio aos Municípios na Assistência Farmacêutica (GTAM-AF) do CRF-RS começou, em parceria com a FAMURS, a organizar encontros das coordenações de AF, criou um workshop, que em 2020 será realizado sétimo. “Isso foi muito importante, sempre há participação de mais de 200 farmacêuticos e a gente ensina desde como registrar indicadores a fazer licitações, enfim, todo o dia a dia do ciclo da assistência, da compra até a dispensação”, explicou Zelma.

O grupo trabalha para que o farmacêutico que já atua no sistema público mostre resultados, para que tanto os gestores, quanto a equipe multiprofissional e os usuários dos serviços percebam e reconheçam a importância do farmacêutico. Paralelo a isso, o GTAM-AF conversa com os municípios, de maneira a convencer os gestores de saúde pública sobre a importância de ter o farmacêutico na assistência, ensina como organizar editais para contratação desse profissional por meio de concursos públicos e qual o tempo necessário.

Entre os resultados dessa política, houve um salto qualitativo na AF, com o atendimento clínico farmacêutico, após as capacitações desses profissionais pelo curso Cuidado farmacêutico no SUS, em 2019. E, também, quantitativo, pois, em 2020, o Rio Grande do Sul já conta com 461 municípios com pelo menos uma farmácia pública registrada, num total de 601 farmácias públicas registradas, e 702 farmacêuticos que atuam nessas unidades de saúde, restando ainda, 36 municípios sem nenhuma farmácia pública registrada.

A presidente do CRF-RS, Silvana Furquim, disse que a continuidade desse trabalho, perpetuando entre as gestões, desde 2012, é o que faz esse trabalho dar bons resultados, pois não se trata de uma ação de uma gestão, mas uma política pública permanente. “É, também, fruto da dedicação dos farmacêuticos que trabalham na AF, pois quando tu envolves eles no processo de educação continuada, isso os empodera a atuarem com maior autonomia, dentro dos seus municípios”.

O presidente do CFF, Walter Jorge João, quer levar a experiência para a reunião geral dos conselhos regionais de Farmácia, que ocorrerá, em maio, em Brasília. Ele afirmou que a apresentação da experiência desse trabalho feito pelo CRF-RS não pode se restringir apenas ao plenário, mas deve ser compartilhado e aproveitado por todo o sistema. “É muito importante a forma que o CRF-RS vem trabalhando junto à AF do Rio Grande do Sul. Eu acho que isso pode nos fortalecer muito nesse novo financiamento da atenção primária que está sendo apresentado pelo Ministério da Saúde”.

O conselheiro federal pelo Estado do RS, Josué Shostack, discursou ao final da apresentação que a categoria precisa mostrar que pode, de alguma forma, contribuir para a saúde pública. “Nós temos que mostrar a cara, essa história de entregarmos caixinhas tem que acabar, nós temos que buscar informações, buscar modelos que inserem esse profissional dentro da sua atividade fim. Isso é o que está sendo colocado aqui”.
 

Fonte: Comunicação do CFF
Autor: Murilo Caldas

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