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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

OMS recomenda autoteste para ampliar tratamento de HIV

Data: 28/02/2020

De acordo com dados do Ministério da Saúde pelo menos 135 mil pessoas convivem com o HIV no Brasil e não sabem. A estimativa é de 8,1 milhões de indivíduos sem diagnóstico em todo o planeta segundo a Organização Mundial da Saúde. Diante desse quadro, a instituição internacional fez novas recomendações para que a testagem seja ampliada e mais pessoas possam iniciar o tratamento da Aids. Um dos métodos possíveis para iniciar o diagnóstico de infecção é o autoteste. O produto pode ser encontrado nas farmácias brasileiras. O farmacêutico Jorge Terrão, que é membro do Grupo de Trabalho sobre Análises Clínicas do CFF, explica que a técnica funciona como uma triagem e precisa da confirmação por exames laboratoriais.

“São testes que, para o serviço de triagem, têm um grande valor. No entanto precisam realmente ser confirmados depois. Vamos supor que a pessoa tenha tido um contato com uma pessoa que tenha o vírus HIV e vai fazer essa testagem por esse tipo de metodologia com dois ou três dias após o contato sexual, obviamente vai dar negativo, mas isso é um valor falso porque a pessoa precisaria pelo menos uma janela de 7 a 14 dias pra começar a dar positivo, pra mostrar que o anticorpo está aparecendo”.

O especialista explica que até mesmo o resultado positivo precisa ser confirmado por outros tipos de exames. Ele defende a importância do acompanhamento de profissionais da saúde como o farmacêutico, inclusive antes e depois do teste, e na orientação sobre métodos de prevenção.

“É muito importante dizer da importância de se procurar o serviço farmacêutico. Ao entrar na drogaria, ao entrar na farmácia, procurar o farmacêutico, conversar com ele, buscar orientação com ele. Mesmo que você queira fazer o autoteste, ele vai explicar como funciona o autoteste, o que você deve fazer e, principalmente, ele vai te aconselhar sobre o que são as infecções sexualmente transmissíveis e sobre o uso do preservativo, que é pra evitar uma gravidez indesejada também”.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, das 900 mil pessoas vivendo com o vírus da Aids no Brasil, 766 mil foram diagnosticadas. Somente em 2018, foram notificados 43,9 mil novos casos. Do total, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral e 554 mil não transmitem o HIV.

Fonte: Comunicação do CFF

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