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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Farmacêutico administra produção de teste rápido para coronavírus

Data: 20/03/2020

O farmacêutico Vinícius Pereira é responsável técnico de uma empresa que fez parceria com uma companhia coreana para a produção de três testes rápidos para detecção do coronavírus aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os novos produtos, que devem estar no mercado no mês de abril, são voltados para uso profissional e permitem a leitura dos resultados, em média, em 15 minutos. Os dados devem ser interpretados por um profissional de saúde, com auxílio de informações clínicas do paciente e de outros exames. O farmacêutico fala da importância dessa tecnologia em tempos de pandemia e pânico. Ele lembra que o teste de PCR, utilizado atualmente, demora cerca de dois a seis dias úteis para entregar o resultado. 

“Estamos trabalhando no Brasil inteiro, com expectativa de venda no atendimento primário porque o grande lance do Covid é realmente o diagnóstico rápido porque aí você já isola aquele paciente provável positivo para o Covid 19 e o nosso teste consegue desafogar o sistema de saúde. O PCR é o melhor teste e mais sensível, porem a estrutura laboratorial que ele requer limita muito o uso. Se a gente tem um diagnóstico rápido, um point of care,  para ser feito nas farmácias principalmente, nos atendimentos de urgência e emergência nos hospitais, nas Upas,  onde existe uma confiabilidade acima de 90% e dependendo do grau de sintomas até 100% em relação a esse PCR, a tomada de decisão com aquele paciente é  imediata praticamente.”

Os kits estão divididos em dois grupos: os que usam amostra de sangue e detectam anticorpos e os que usam amostras das vias respiratórias dos pacientes, nariz e garganta e detectam o vírus. Para o farmacêutico, mesmo com os testes rápidos, é preciso conscientizar a população a realizar o procedimento somente quando realmente for necessário.

“Nós vamos ter o anticorpo que é para detecção no sangue capilar, igual o teste de glicose, só que esse teste só é confiável após o sétimo dia de infecção, então tem que tomar muito cuidado com isso. A gente quer realizar o teste nas farmácias com qualidade. Não só apenas fazer o teste. Porque o que está acontecendo é pânico. A pessoa espirra e quer fazer o teste. Não funciona assim. Nem para o PCR em laboratório funciona assim. E está tendo muita falta de informação. Um dos principais objetivos de nós farmacêuticos nas farmácias é informação.”

Segundo a Anvisa, outros produtos destinados ao diagnóstico rápido do novo vírus estão sendo analisados com prioridade.  Os novos registros aprovados estão nas Resoluções 776 e 777 publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 19 de março.  A oferta e a produção dos kits irão depender da capacidade de cada empresa que recebeu o registro.

Ouça o áudio dessa matéria em www.newsfarma.org.br.

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