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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Dia Internacional da Hemofilia, 17 de abril

Data: 17/04/2020

O dia 17 de abril é lembrado como o Dia Internacional da Hemofilia e o Brasil representa a quarta maior população hemofílica do mundo, segundo a World Federation of Hemophilia (WFH). A data marca a busca mundial pela melhoria da qualidade de vida dos portadores dessa doença hereditária e genética, e o farmacêutico contribui com o tratamento e com o restabelecimento da saúde do paciente hemofílico de diversas formas. Uma delas é compondo a equipe multidisciplinar que realiza o tratamento da hemofilia e de outras coagulopatias, que de acordo com o Ministério da Saúde (MS), dada a complexidade, deve incluir o farmacêutico.

O farmacêutico Pedro Henrique Cordeiro Ferreira é um desses profissionais especializados em Hematologia. Com 20 anos de experiência profissional em laboratórios de Análises Clínicas e de Banco de Sangue, ele possui mestrado em Ensino na Saúde com ênfase em Hemoterapia, é autor de capítulos de livros sobre o assunto, docente da Residência Multiprofissional do INCA e palestrante em congressos e simpósios. Pedro explica que a hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária ligada ao cromossomo X, caracterizada pela deficiência ou anormalidade da atividade coagulante do fator VIII (hemofilia A) ou do fator IX (hemofilia B).

De acordo com o especialista, a incidência estimada da hemofilia é de aproximadamente um caso em cada 5 mil a 10 mil nascimentos do sexo masculino para a hemofilia A, e de um caso em cada 30 mil a 40 mil nascimentos do sexo masculino para a hemofilia B. A hemofilia A é mais comum que a hemofilia B e representa cerca de 80% dos casos. Pedro relata que, somente em 2019, o governo federal gastou R$ 1,3 bilhão para garantir a compra de medicamentos previstos ao tratamento de doenças hemorrágicas hereditárias, entre elas, as hemofilias A e B, para o Sistema Único de Saúde (SUS). Somente para o Fator VIII, estima-se um gasto anual de R$ 720 milhões desse hemoderivado.

Além de investimentos na área, Pedro alerta para a necessidade de valorização profissional. Ele avalia a educação como a arma mais poderosa do farmacêutico nesse enfrentamento do problema. “A hemofilia é uma doença hemorrágica e a nossa formação curricular em Hematologia e Hemoterapia ainda é muito tímida. Em nossa atuação no Grupo Técnico de Trabalho (Câmara Técnica) de Hemoterapia do CRF-RJ, diagnosticamos um déficit muito acentuado na formação farmacêutica para lidar com hemocomponentes e hemoderivados, tanto em nível de graduação, como de pós-graduação”, explica Pedro, acrescentando que até que essa lacuna na estrutura curricular dos cursos seja corrigida, o CRF-RJ vem investindo em projetos de educação, por meio de cursos de aperfeiçoamento, como o Curso EduFar, e na educação continuada de profissionais da rede ambulatorial e hospitalar.

Saiba como o farmacêutico atua na Hemofilia

Farmácia Industrial: na pesquisa e no desenvolvimento de medicamentos mais aprimorados, em busca de melhorias para a tecnologia da cadeia produtiva em si e do seu controle de qualidade. Essas ações foram decisivas para a modernização do arsenal terapêutico atualmente disponível para o paciente hemofílico.

Análises Clínicas: no suporte diagnóstico laboratorial com a padronização de técnicas e a correta interpretação de resultados. Isso é fundamental para nortear a tomada de decisão clínica por meio das provas de hemostasia, da dosagem de fatores de coagulação e dos testes laboratoriais para inibidores (anticorpos da classe IgG direcionados contra a atividade do Fator VIII).

Farmácia Hospitalar: em todo o ciclo da assistência farmacêutica (seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, dispensação e controle), o farmacêutico deve conhecer bem o perfil das doenças dos pacientes com que trabalha. Só assim, serão disponibilizados, no contexto do uso racional do medicamento, os agentes hemostáticos de maior demanda para os hemofílicos: Fator VIII, Fator IX, desmopressina, antifibrinolíticos, entre outros. Além disso, o farmacêutico é um vértice importante do Programa de dose domiciliar, que fornece aos pacientes, junto com a devida orientação e atenção profissional, concentrados de fatores para tratamento domiciliar.

Farmácia Clínica: como agente multidisciplinar, o farmacêutico participa aqui no desenvolvimento de protocolos clínicos e na monitorização do tratamento. Muitas vezes, são necessários o ajuste da dose em busca de um esquema profilático ideal, por exemplo. Em alguns casos, é necessária a avaliação farmacocinética para casos em que a resposta adequada não foi atingida.

Hemoterapia: embora a transfusão de plasma (hemocomponente) tenha sido substituída pelos fatores industriais (hemoderivados), o farmacêutico do banco de sangue ou da agência transfusional deve estar habilitado a produzir, de acordo com a Farmacopeia Brasileira, controlar e dispensar o crioprecipitado, rico em Fator VIII, caso o respectivo hemoderivado esteja indisponível. Além disso, deve conhecer a meia-vida dos fatores de coagulação, a fim de orientar o melhor aprazamento e aproveitamento da transfusão do plasma fresco na correção de discrasias sanguíneas.

Fonte: Comunicação do CFF
Autor: Murilo Caldas

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