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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Farmacêutico lidera com universidades testes de Covid-19 em Sergipe

Data: 08/06/2020

Uma força tarefa da Universidade Federal de Sergipe, em parceria outras universidades brasileiras, está mapeando a circulação do novo coronavírus em pessoas que não apresentam sintomas da doença. Entre os parceiros está a Universidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A instituição gaúcha fez levantamento similar e está em parceria com a equipe do projeto no desenvolvimento do teste ELISA, com tecnologia inteiramente nacional, para a detecção da Covid-19.

O farmacêutico Lysandro Borges é professor de imunologia clínica da universidade Sergipana e coordenador do projeto. O também especialista em análises clínicas e doutor em bioquímica toxicológica explica que o objetivo foi mostrar a soroprevalência da doença no estado. “É um projeto que eu não faço sozinho é eu e mais seis pesquisadores dos Campus de Itabaiana e Lagarto – e nos unimos nessa força tarefa pra fazer então o inquérito de soroprevalência de Covid no estado de Sergipe. Percorremos 10 municípios e onde coletamos 3.047 amostras e fizemos uma estimativa da prevalência da COVID-19. E agora nós estamos na segunda etapa e fazendo dos profissionais da saúde, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos e de todos os profissionais da linha de frente e também de essenciais, garis, segurança pública e outros”.

O projeto recebeu investimento de um milhão e 800 mil reais do Ministério Público do Trabalho no estado, MPF e MPE. Os participantes foram selecionados em quatro faixas etárias pelas secretarias de saúde locais Depois da coleta do sangue a pessoa recebe o resultado pelo celular no prazo de cinco a sete dias úteis.  Os resultados foram reunidos num sistema web, intitulado www.monitorasus.ufs.br, que permite a apresentação de mapas interativos.

Lysandro Borges diz que a ideia é dar subsídios aos gestores públicos para a adoção de políticas públicas de combate a Pandemia. Os dados dos exames de IgM apontaram 11% da população com anticorpos reagentes para o novo coronavírus e 6,5% da população estudada, em fase de recuperação, com altos títulos de IgG. “Então nesse ensaio, pra se ter uma ideia, de cada 100 pessoas em Sergipe, onde existem cerca de dois milhões de habitantes, em torno de 11 já tiveram contato com a COVID-19. E de cada 100 pessoas quase 7 já estão em recuperação, ou seja, com anticorpos de memória. Se esse anticorpo vai proteger, aí é outra questão, mas já estão com anticorpo de memória, que é a cicatriz imunológica.”

O trabalho conta com o envolvimento de instituições como o Instituto Adolfo Lutz e de professores e estudantes dos cursos de Farmácia, Medicina, Nutrição, Odontologia e Saúde de 15 universidades, entre elas, a Universidade de São Paulo, as Federais de Minas Gerais, Pernambuco e Goiás e da Fronteira Sul.
 

Fonte: Rádio Newsfarma

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