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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Pernambuco falando para o mundo em cordel: estudantes de Farmácia informam valorizando cultura popular

Data: 17/07/2020

Diante da delicada situação que alterou o modo de vida da população global em decorrência dos impactos causados pela Sars-CoV-2, um grupo de estudantes de Farmácia, Enfermagem e Psicologia, docentes e tradutores intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) transformou o quadro “Oxente, se Oriente!” em cordel e meio de difusão sobre cuidados durante a pandemia. Trata-se de um projeto do Centro de Informação sobre Medicamentos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (CIM/Univasf), em Petrolina (PE), no sertão nordestino.

Criado em maio de 2015 como atividade de extensão permanente do Colegiado de Farmácia da Univasf, o CIM é um serviço responsável por fornecer informações sobre medicamentos, baseadas nas melhores evidências científicas para população e profissionais de saúde, com o objetivo de trabalhar próximo da sociedade e, através da comunicação efetiva, promover a conscientização quanto ao uso racional de medicamentos e de saúde em geral. Em 2017, o grupo começou a trabalhar com acessibilidade buscando incluir as pessoas surdas em suas ações de promoção de saúde. No ano de 2018 foi criado o quadro “Oxente, se Oriente!” com a finalidade de apresentar imagens educativas em linguagem nordestina, mais popular.

 

As coordenadoras do CIM, Deuzilane Nunes e Isabel Dielle

 

A docente-farmacêutica, Deuzilane Nunes, uma das coordenadoras do CIM explica um pouco sobre o propósito da equipe frente a situação pandêmica. “Hoje, na realidade que vivenciamos da pandemia pelo novo coronavírus, quando acontece grande disseminação de desinformações e Fake News, a sociedade necessita de informações de qualidade e confiáveis, em linguagem popular, acessível. Por isso, o CIM/Univasf resolveu unir o quadro informativo popular que já existia, com cultura de cordel, sem esquecer a acessibilidade às pessoas com deficiências. Em maio de 2020 nasceu o Oxente, se Oriente! em cordel audiovisual. Para garantir o máximo de inclusão, o vídeo foi pensado em um formato que unisse a linguagem popular com cultura, trilha nordestina ao fundo da declamação do cordel informativo, ambiente com arte em xilogravuras, e claro, com interpretação em Libras e legenda em português, permitindo que tanto pessoas surdas quanto cegas pudessem ter acesso à informação”.

A ideia de adaptar o quadro em cordel audiovisual surgiu a partir da percepção da docente quanto ao talento dos alunos em declamar poesias populares durante as atividades em sala de aula e em eventos do curso. “Sempre percebi que a comunicação em cordel tem um poder muito agregador e acreditava que poderia sim ser uma ferramenta importante de promover informação de qualidade nesse momento de pandemia”, recorda.

 

Os cordelistas Isla Rayane e Manoel Augusto Santos, acadêmicos do curso de Farmácia

 

Ao todo, a equipe conta com a colaboração de 19 integrantes, entretanto, apenas oito membros estão envolvidos estreitamente no processo de produção desde a criação dos textos, acessibilidade, cenários, linguagem, entonação, entre outros. As publicações são semanais, sempre na quinta-feira, intitulada como a “quinta do cordel”. O trabalho está sendo desempenhado integralmente pela equipe de forma virtual. Todos estão em Home Office, utilizando aparelhos pessoais para gravar e editar os vídeos. Alguns chegam a pedir emprestado a parentes ou amigos, mas o trabalho continua sendo realizado. A universidade não dispõe equipamentos para enviar aos discentes em casa. Todas as atividades são realizadas com muita dedicação, empenho e responsabilidade social. “É uma equipe que trabalha de forma muito unida, desenvolvendo um trabalho que vem sendo muito fácil de coordenar, mesmo diante de todas as dificuldades que enfrentamos na realidade atual. Vejo que todas as carências de recursos e dificuldades estão sendo transformadas em aprendizados, na construção e potencialização de habilidades e competências por todos que fazem o GT CIM CORONA”, conclui a docente do curso de Farmácia da Univasf, Deuzilane Nunes.

 Confira os vídeos e inscreva-se no canalhttps://youtu.be/19kEZ847aUU

 Composição da equipe

Coordenadoras: Deuzilane Nunes e Isabel Dielle

Cordelistas: Isla Rayane (estudante do 5º ano de farmácia da Univasf); Manoel Augusto Santos (acadêmico do 4º ano de farmácia da Univasf)

Tradutores/intérpretes de Libras: Davi Figueiredo de Lima (Tradutor/Intérprete de Libras do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão - NAI - da Univasf e acadêmico do 2º ano de Licenciatura em Letras Libras-UFPB; Ely Vieira Santos (acadêmica do 2º ano de psicologia da Univasf e Intérprete de Libras); Ricardo Simões (acadêmico do 4º ano de farmácia da Univasf e Intérprete de Libras).

Produtores e editores de vídeo: Daniel Lopes Cruz (acadêmico do 4º ano de farmácia da Univasf); Mateus Alencar Ferreira (estudante do 4º ano de enfermagem da Univasf); Airton Lucena S. do Nascimento (acadêmico do 4º ano de psicologia da Univasf).

Para sugestões e esclarecimento de dúvidas sobre medicamentos:

Whatapp - (87) 99108-5137 | Instagram: https://www.instagram.com/cim.univasf/ | E-mail: cim@univasf.edu.br

Fonte: Comunicação do CFF

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