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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Farmacêuticas que atuam na área de investigação forense contam histórias de sucesso

Data: 19/02/2021

Constantemente o Conselho Federal de Farmácia (CFF) apresenta resultados promissores de farmacêuticos e estudantes que amam o que fazem e se empenham bastante, almejando o amadurecimento, crescimento e reconhecimento profissional. Em todos os estados do Brasil, farmacêuticos atuam como peritos criminais nas instituições de Polícias Civil (PC) e Federal (PF), o que reflete muito esforço e protagonismo no exercício laboral. No Maranhão, estado da Região Nordeste, farmacêuticas atuam na elucidação de casos investigados pela Polícia Civil.

 

Farmacêutica Ione Cristina de Paiva

 

A perita criminal e farmacêutica da Secretaria Municipal da Saúde (SEMUS) de São Luís, Ione Cristina de Paiva, explica que o farmacêutico pode atuar na área forense porque a Farmácia integra o leque de profissões que compõem essas ciências. O ingresso na carreira é por meio de concurso público. “Mas a Polícia Federal realiza concurso para a área específica e o ingresso já ocorre como perito criminal farmacêutico. Já na Polícia Civil, o candidato concorre com profissionais de Engenharia, Física, Química, Psicologia e outros. Apenas após sua nomeação, é direcionado aos laboratórios forenses”, esclarece Ione Cristina que é doutora em Biotecnologias e mestre em Biologia Parasitária. Quando o profissional demonstra outras habilidades, pode atuar também em outras áreas. 

O esclarecimento de crimes envolve investigação de intoxicações e envenenamentos, falsificação ou adulteração de medicamentos, perícias nos locais de crimes e acidentes de trânsito com vítimas, entre outras. “Hoje no Maranhão, a Policia Técnico Científica vive um momento importante de autonomia, ela agora é vinculada à Perícia Oficial de Natureza Criminal. Já atuei nas áreas de Toxicologia Forense, realizando análises para investigação de intoxicações por medicamentos e venenos, estive na área de Biologia Forense, analisando vestígios de sêmen e sangue encontrados em locais de estupro e morte, e trabalhei na Química Forense, realizando exames químicos para identificação de drogas e entorpecentes”, lembra a perita, que já pertenceu também à equipe da Seção de Crimes contra Pessoa do Instituto de Criminalística. 

 

 

Hoje, Ione Cristina continua no Instituto, mas na seção de Documentoscopia, averiguando fraudes documentais e fazendo exames grafotécnicos. Segundo ela, também existem farmacêuticos no órgão que exercem atividades nas seções de Informática Forense, Meio Ambiente e Papiloscopia Forense e Genética Forense, sendo, esta última, considerada de extrema importância na identificação de autoria criminal. 

Wanderly Barbosa Silva, farmacêutica legista da Polícia Civil do Maranhão, afirma que o farmacêutico não precisa ser especialista em nenhuma área específica para atuar como perito criminal, pois o curso de Farmácia já contempla disciplinas que conferem o embasamento necessário a um excelente desempenho profissional. “Nas análises de drogas de abuso, temos que ter conhecimentos sólidos em análises químicas, como técnicas de cromatografia. Nas análises de crimes sexuais e na entomologia forense, necessitamos dos conhecimentos da biologia”, exemplifica Wanderly Silva, que é também farmacêutica hospitalar e especialista em Gestão da Assistência Farmacêutica e Ozonioterapia. “O profissional que gosta de desafios, de estudo e se dedica ao que faz, é um bom candidato a perito criminal, uma profissão apaixonante.” 

 

Farmacêutica Wanderly Barbosa Silva

 

O analista clínico do Hospital Municipal Clementino Moura em São Luís, que também é conselheiro federal de Farmácia pelo estado do Maranhão, Marcelo Rosa, acompanha o trabalho desempenhado pelas farmacêuticas peritas. “É satisfatório ver como as companheiras de profissão contribuem tanto na saúde quanto na segurança pública. O mais gratificante é saber que estão sempre buscando o aprimoramento e não se acomodaram por ocupar cargo público. Isso mostra o quão necessário é o farmacêutico para a saúde da população. São profissionais extremamente capacitadas, esforçadas e competentes”, elogia o conselheiro.

 

Fonte: Comunicação do CFF

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