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Notícias do CFF

Anvisa reforça importância da farmacovigilância após aprovação de medicamentos e vacinas

Data: 29/04/2021

Em live promovida pelo Conselho Federal de Farmácia, nesta quarta-feira (28/04), o gerente de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, reforçou a importância da farmacovigilância para o acompanhamento dos efeitos adversos de medicamentos e vacinas. A iniciativa faz parte de um ciclo de palestras realizado pelo conselho, quinzenalmente, com a participação de especialistas, desta vez com a abordagem sobre as vacinas contra a Covid-19. A discussão foi mediada pelo conselheiro federal de farmácia pelo Maranhão, Marcelo Rosa.

Gustavo Mendes ressaltou a importância da discussão e da ação do CFF, tendo em vista a sensibilidade do assunto que trouxe uma série de questões novas, dúvidas e questionamentos sobre o desenvolvimento e aprovação dos imunizantes. Ele lembrou que, nesse processo, a Anvisa atua desde a autorização dos estudos clínicos realizados no Brasil. A agência avalia, por exemplo, se o estudo está adequado, se os testes passaram por critérios rigorosos de segurança e de qualidade, bem como as boas práticas e possíveis riscos toxicológicos.“Qualquer estudo que é realizado precisa ser verificado pela agência reguladora e no Brasil, quem faz isso é a Anvisa. A agência faz isso com muito critério no que diz respeito aos dados que são gerados. O que nós chamamos de dados brutos. Todos os exames realizados e as fichas clínicas dos participantes do estudo precisam estar à disposição dos reguladores para que possamos ter certeza de que o estudo é confiável, ou seja, de que os dados e alegações apresentados pelos desenvolvedores são verdadeiros. Essas informações também precisam ser rastreáveis, pois precisamos ter acesso a elas. A nossa avaliação é baseada em dados e não apenas nas declarações feitas pela empresa”.

O gerente da Anvisa acrescentou que o trabalho da agência continua após a aprovação no processo de fiscalização, certificação das empresas, verificação de boas práticas, possíveis falsificações, no monitoramento e na farmacovigilância. Gustavo Mendes e o conselheiro Marcelo Rosa reforçaram a importância de os profissionais da saúde e todos envolvidos no processo de imunização reportarem e notificarem eventos adversos para que essas situações possam ser investigadas e ser avaliado o risco benefício de um medicamento ou vacina.“É importante falar desta questão da farmacovigilância porque são produtos novos que foram desenvolvidos num ambiente e trabalho com velocidade grande para desenvolver vacinas e divulgar como as pessoas que estão nas farmácias, hospitais e nos serviços poderiam participar dessa farmacovigilância˜, destacou o conselheiro federal.

Gustavo Mendes ressaltou que esse monitoramento é feito pelo sistema de notificação Vigimed via portal da Anvisa. Ele reforçou a necessidade de repassar informações para a agência pois, mesmo depois de aprovado, um medicamento ou vacina pode apresentar efeitos inesperados e não identificados nos estudos. Mendes enfatizou o papel do farmacêutico em todo o processo de desenvolvimento das vacinas e medicamentos, bem como no aspecto educativo da população. O farmacêutico tem um papel fundamental em toda a cadeia, desde na Anvisa, na aprovação; antes, na participação nos estudos clínicos e, agora, nesse momento desafiador que estamos vivendo tanto na orientação, na atenção farmacêutica, quanto na notificação. Nós aprovamos mas o trabalho não acaba. Reforço a importância da farmacovigiância e da orientação farmacêutica e dos profissionais da saúde, principalmente o farmacêutico, a ajudando amenizar a ‘infopidemia’, que é a epidemia de fake News que estamos vivendo. Vamos todos combater a informação falsa e a teoria da conspiração. Nós temos a responsabilidade de fornecer informações fidedignas e corretas˜, salientou.

Marcelo Rosa informou que essa é a intenção do conselho ao realizar o ciclo de palestras. A previsão é que especialistas em diversos temas participem das lives até o final do ano: “o Conselho Federal de Farmácia tem essa responsabilidade de levar a informação segura e precisa a todos os farmacêuticos do Brasil para que sejamos os reprodutores e levemos à população informações mais segura e possamos ajudar na proteção da população em relação aos medicamentos, a todos insumos e, especificamente neste momento de pandemia a questão das vacinas”.

Fonte: Comunicação do CFF

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